Happy Learning Mariana Faria – As 5 linguagens do amor

as 5 linguagens do amor

Quando foi noticiado aqui na firma sobre o Happy Learning, eu confesso que fui invadida por uma onda de ansiedade. Meu Deus, o que eu iria falar? O que eu saberia bem o suficiente para contar aos meus colegas?

Entre diversas ideias, como um workshop de bordado livre, ou uma pequena aula de como fazer uma vodka com energético perfeito me veio algo que eu realmente gostava.

Motivada pela primeira palestra, que foi sobre A Felicidade e o Protagonismo, me veio um tema que tinha me despertado o interesse e que eu constantemente aplicava no meu dia a dia, seja no trabalho ou na minha vida pessoal: as linguagens do amor.

Pode não parecer, mas sim, eu sou MUUUUUITO romântica.

Vamos aos fatos:

Este livro me foi indicado muitas vezes, em várias épocas da minha vida. Mas eu sempre me recusei a ler, por dois motivos. O primeiro, é que não me sinto nem um pouco atraída por livros de autoajuda.  Não me indique livros de autoajuda, me indique romances, preferencialmente os de época.

O segundo motivo é que este livro foi escrito por um pastor e é uma grande força na cultura evangélica. Então, sempre pensei que fosse um livro de igreja e essas coisas que tentam converter a gente a qualquer custo.

Acontece que por uma coincidência do destino, quando eu comprei o meu Kindle, ele apareceu como a primeira indicação de leitura. Aí, eu decidi abrir a mente e me jogar. Devorei em 1 dia.

O Autor

O livro foi escrito por Gary Chapman. Eu confesso que não conhecia muito sobre ele, mas o cara é Antropólogo, filosofo e mestre em Educação Religiosa. Mas, além de ter vários best-sellers no currículo, com o mesmo tema, ele é mundialmente conhecido como “Doutor Casamento” pois, antes de tudo isso, ele é um especialista em ajudar as pessoas a falarem e compreenderem melhor os seus relacionamentos.

E foi baseado em seus anos de consultório, atendendo pessoas com problemas amorosos, que ele desenvolveu a sua teoria sobre as linguagens do amor.

Mantenha o tanque do amor cheio

Gary identificou que o grande problema dos relacionamentos era a COMUNICAÇÃO.

Ora pois, se não é justamente isso que fazemos todos os dias.

Segundo ele, todos nós temos todas as linguagens, mas, assim como o idioma, nós sempre temos uma “língua nativa”, uma linguagem primária, que é aquela responsável por nos deixar felizes, com uma sensação de “tanque cheio” e que nos faz nos sentirmos mais seguros, confiantes e obviamente, felizes.

Então, vamos as 5 linguagens. Vou citar exemplos pessoais que me ajudaram a identificar as linguagens das pessoas que me cercam.

Acho importante também dizer, que eu apliquei essa teoria com todas as pessoas que me relaciono. Não apenas no meu marido. Acho ela válida para toda a vida.

1 – Palavras de afirmação

“As pessoas que utilizam esta linguagem se sentem mais amadas quando os sentimentos são expressos em palavras. Mensagens de encorajamento, elogios ou apenas algumas palavras fazem seus corações palpitarem. “

Este é o caso do Excelentíssimo senhor meu marido. Foi muito fácil de identificar.

Foi só pensar nas perguntas que ele me faz diariamente e principalmente nas reclamações.

Você nunca me fala o que você fez no seu dia. Você não me falou o que o que achou do almoço…. e por aí vai.

Depois que eu entendi isso, ficou fácil de “conquistar” ele. Para mim é simples, ele sabe que a comida dele é a melhor do mundo, mas, se eu entendo que ele precisa ouvir isso, não me custa dizer: hummmmm, o tempero do feijão hoje está delicioso. Por mais que eu pense: igual estava ontem. 😉

2 – Tempo de qualidade:

“A segunda linguagem do amor diz respeito à você dedicar um tempo exclusivo, mesmo que pequeno, para aquelas pessoas que você mais ama e deseja ter por perto. “

Vou confessar que esta, pra mim, é a linguagem mais difícil de identificar. E por este motivo, eu e meu marido fomos chamados para conversar com a Psicóloga da escola por diversas vezes.

A nossa primogênita foi uma criança difícil. (Agora piorou, pois, é uma moça em constante TPM). Nós sempre ouvíamos da psicóloga: esta criança precisa de rotina e de tempo de qualidade. Só entendemos isso muito tempo depois. Por muito tempo, ela parecia uma criança que não gostava de nada: presentes não faziam muita diferença, carinho também não e ainda parecia não se importar com elogios.

Foi aí que veio o clique e a lembrança lá da educação infantil. Ela precisa de tempo de qualidade. Atenção dedicada!

Ela precisa que eu escute o que ela fez no dia, que eu dedique meu tempo a ela, seja em um passeio, seja jogar um jogo de tabuleiro, ou só assistir qualquer coisa do Youtube que ela goste e PRONTO.

3 – Presente

“Para as pessoas que usam esta linguagem do amor, nada mais diz “eu te amo” do que um presente. E não necessariamente precisa ser algo caro, porque o presente representa um símbolo do amor, que independe do valor financeiro. “

Esta foi a mais mamão com açúcar de todas: a minha mãe!

O que acontece é que a minha mãe, além de ter essa linguagem do amor como a principal, ela tem um certo poder aquisitivo e MORA DO LADO DO PARAGUAI.

Então, principalmente durante toda a infância das minhas filhas, minha casa era recheada de vários brinquedos que jamais passariam por uma inspeção mínima do INMETRO. Tudo era super barulhento, luminoso e se movimentava.

Claro que as pilhas milagrosamente desapareciam depois de 2 dias….

Mas entender isso me ajudou nessa relação. Principalmente porque eu entendo que preciso fazer o mesmo. Não adianta eu ligar todos os dias. É melhor eu comprar um presentinho para ela se sentir querida.

4 – Gestos de serviço

“Para as pessoas da quarta linguagem do amor, os seus atos valem mais do que quaisquer palavras. “

Esta é a minha!

E foi fácil entender de onde eu “herdei” ela, pois ela também é a do meu pai.

O cara trabalhou na construção da nossa usina nuclear, da maior hidroelétrica do mundo e de todas as principais fontes de energia do nosso pais. Como não amar?

Mas foi com base nas minhas reclamações que eu entendi que essa era a minha linguagem. Foi só pensar no que irrita. E nada me irrita mais do que uma coisa “por fazer” em casa. Uma lâmpada queimada (que eu não alcanço, porque só para constar eu faço 98% deste tipo de serviço na minha casa) seguida da frase: eu sei que preciso trocar, não precisa me lembrar todo mês.

5 – Toque físico

“Mais do que saber que o amor existe, as pessoas que utilizam esta linguagem do amor precisam sentir o amor fisicamente. Essas pessoas fazem questão de receber carinho, através do toque. “

Essa gerou uma ampla discussão quando apresentei aqui na Peppers, principalmente porque eu disse que, acho a mais irritante.

É o típico: pode falar comigo, mas, não precisa me encostar.

Mas, por ironia do destino, essa é a linguagem do amor da minha filha mais nova, Liana, 9 anos, ainda dorme comigo com frequência por motivo de: precisa encostar em alguém. Simples assim.


Conclusão

A mensagem geral do livro é simples e aplicável a diversos relacionamentos.

Conheça e se conheça!

Para amar, se relacionar, entender essas linguagens pode ser muito significativo e aplicável em diversas esferas.

Já parou para pensar nisso?

Identificou a sua linguagem?

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *