Posicionamento, porque minha marca precisa? E como isso interfere no consumo?

Você decidiu abrir uma empresa e foi pesquisar os passos importantes na criação de uma marca. Logo viu por lá o tal da “missão, visão e valores”, apontamentos básicos que fazem parte do marketing interno de uma organização. Ter esses pontos bem definidos é muito importante para iniciar a comunicação com os públicos da marca.  

Vamos relembrar: a missão é o propósito de a empresa existir, visão é onde/o que a empresa deseja alcançar num período definido e os valores são os ideais de atitude, comportamento e resultados que devem estar presentes nos colaboradores e nas relações da empresa com seus clientes e todo o público externo.  

Hoje a gente vai se aprofundar nisso que é definido como os valores. Definir uma personalidade é uma forma de atrair e fidelizar o consumidor, mas claro, isso deve ser feito de forma verdadeira, com valores sérios e aplicados no dia a dia. Isso cria um vínculo e favorece uma presença marcante na mente do consumidor. 

Posicionamento social e político 

Há alguns anos, o Brasil vive uma polarização de ideias. E, mais do que nunca, os consumidores acreditam ser importante que uma marca tenha um posicionamento claro sobre as questões sociais e políticas, além de ter um propósito e defender causas. Quando falamos de política, não estamos querendo que a sua marca levante bandeira para o candidato X ou Y, e sim, que ela se posicione sobre ações que impactam a coletividade.  

De acordo com o estudo realizado pela Edelman Earned Brand 2018, 66% dos entrevistados querem que as marcas se posicionem política e socialmente. Ou seja, isso é tão importante quanto a divulgação de um novo produto, por exemplo. Mas, sempre lembrando que isso precisa ser feito de forma verdadeira e consciente, que faça sentido realmente para as pessoas que compõe a empresa.  

Se posicionar não é aplicado apenas na hora de produzir propagandas, mas também no diálogo que você cria com os colaboradores, na forma de recrutar pessoas para o time, entre outros detalhes.  
 

E durante a pandemia, como agir? 
 

Esse é um momento muito delicado, estamos vivendo uma crise de saúde e da economia, o que impacta ainda mais problemas sociais como a pobreza e intensifica a ansiedade da população, que se preocupa ainda mais com futuro. Como as marcas devem agir diante disso?  
 
Para diminuir a sensação de medo constante, as empresas devem passar confiança para os consumidores. De acordo com outra pesquisa realizada ano passado pela Edelman Earned, a confiança na marca (57%) é a terceira consideração mais importante para o brasileiro na hora de comprar uma nova marca, atrás apenas de preço (69%) e praticamente empatada com reputação (58%).  

Ou seja, estamos há 1 ano vivendo uma pandemia, e se a sua marca ainda parou para dar atenção a isso, está na hora! Uma pesquisa feita pela Kantar Ibope, mostrou que quando se trata de publicidade, mais de 80% dos consumidores gostariam que as  marcas informassem as ações que estão realizando durante a pandemia para manter a segurança dos colaboradores. 

O Sebrae deu algumas dicas de como produzir conteúdo nesse momento: 

  • Produza seus conteúdos baseados na empatia 
  • Atente-se às necessidades do público 
  • Segmente suas publicações para que elas sejam relevantes para o seu consumidor 
  • Ofereça facilidades no pagamento e na entrega 
  • Faça conteúdos otimistas 
  • Não explore a pandemia na publicidade de forma apelativa 

As marcas devem solucionar os problemas da sociedade, defendendo mudanças e comunicando seus propósitos com verdade e criatividade. E, lembre-se: se posicionar pode ser um risco, mas não se posicionar também.  

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