Criatividade e branding. O que isto tem a ver com o futuro da sua empresa?

Hoje, mais do que nunca, a criatividade é uma necessidade no mundo corporativo. As empresas que não inovam acabam. A criatividade e a gestão organizada de marca se tornaram competências importantes e valorizadas para as lideranças e marcas do futuro, e nunca se falou tanto sobre esse assunto: branding como modelo de gestão e diferenciação entre as marcas e a criatividade multidisciplinar na solução de problemas.

Mas, ao mesmo tempo, o ser humano sempre teme o novo e não sabe lidar com a insegurança. Prova disso é a negação das pessoas com relação à implementação do ChatGPT ou qualquer outra IA no dia a dia. E nem vou falar sobre a cultura da cidade de Curitiba, arrisco a dizer que do brasileiro de forma geral, em 2º lugar. Sempre esperamos alguém fazer, validar para daí botarmos para rodar.

O novo representa um mergulho em direção ao desconhecido, mas é justamente aí, nesse espaço vazio, que surge um terreno fértil para a imaginação fluir e as marcas garantirem relevância, possibilitando a criação e a inovação. Saber administrar incertezas não é fácil. A busca pelo novo pede roteiros diferentes caso a caso, o que, para as mentes executivas baseadas em raciocínios lógicos, é bastante complexo.  

Mas como dizemos por aqui, SEM RISCO SEM HISTÓRIA.

A importância de fugir do óbvio.

Para nós, que trabalhamos com criação, branding, comunicação e interação humana, a situação é muito mais grave. Num mundo onde as pessoas são abordadas por mais de 4 mil anúncios por dia, fica difícil conseguir comunicar tudo o que as marcas precisam, ao mesmo tempo, normalmente sem verba, em projetos sem função e objetivo, que não vendem nada. Mas na lógica executiva tudo dá. Só que sabemos que não é bem assim. Achar um espaço vago exige esforço. Mas, acima de tudo, construir marca exige tempo, dedicação, constância, credibilidade, cuidado, alinhamento e aparecer para garantir que sua marca tenha awareness e relevância EXIGE DINHEIRO.

Então voltamos, encontrar soluções já conhecidas na comunicação é sinal de que deixaremos a mensagem óbvia, monótona e previsível. E este é nosso maior medo, inclusive: cair na mediocridade. Acreditamos que se a comunicação for muito clara e direta, provavelmente diminuirá o interesse do público a quem a mensagem se destina. No nosso caso, a inovação, o olhar do branding sobre as marcas que atendemos e uma forte crença em diferenciação são um convite para experiências enriquecedoras.

Na Universidade de Stanford, há aproximadamente 10 anos, nasceu o conceito denominado como design thinking, que pode ser explicado como a resolução criativa dos problemas. Tirando o foco apenas do produto e do cliente e passando a focar na experiência de uso. Ao buscar a melhor solução, ao longo do processo, os designers deparam-se com novos entendimentos e, através do ato de tentar traduzi-los e representá-los, caminham para um novo entendimento do desafio original, o que pode dar um novo significado ao problema. Ou seja, ao “inventar” o seu próprio entendimento da questão, cria-se a inovação. Mais uma prova de que olhar pra dentro salva marcas. Mas já falaremos sobre isto.

Branding como motor de diferenciação.

Marcas nascem e morrem em velocidade acelerada. Novas tecnologias surgem todo dia e alteram o ambiente e as condições existentes, exigindo capacidade de adaptação e de criação constantes, abordagens e informações por todos os lados, comunicações cada vez mais parecidas pelo medo de fazer diferente. Enfim.

Nesse cenário, o entendimento das pessoas, das marcas, do design e o raciocínio estratégico apreendido em nosso tempo de experiência com grandes marcas dentro dos processos criativos são entendidos como impulsionadores para a inovação, com grande poder para contribuir e resolver alguns dos desafios que marcas, produtos e serviços têm no presente e que serão ainda mais latentes no futuro.

O branding é o único e real diferencial estratégico para qualquer marca. Produtos, preços, prazos, qualidade, PDV, maquinário, tudo é bem importante. Mas são copiáveis ou compráveis.

Branding é reputação. É a intenção de se fazer o que se faz. Nos mínimos detalhes, é o alinhamento de tudo em todos os pontos de contato da marca, pensado para qualquer tomada de decisão. E, acima de qualquer coisa, é importante entender que BRANDING NÃO É PUBLICIDADE NEM MARKETING, é um modelo de gestão. É algo que cuida da cultura, é um alinhamento entre todas as áreas da empresa que gere uma instituição baseada numa plataforma de marca por meio de seus valores, pilares, essência, promessa e posicionamento. É o que garante a credibilidade da marca e a geração de Brand Equity.

Rafa Brusamolin // Brand Manager da Peppers

O entendimento disso tudo, desse universo maravilhoso do branding aliado à criatividade utilizando o design, nas suas mais diversas aplicações, como ferramenta para expressão destas marcas em forma de produtos, embalagens, textos, comunicação, publicidade, ativações, e tantas outras formas, garantem e entregam diferenciação para que as marcas realmente garantam um lugar ao sol no futuro.

Pessoas, marcas, comunicação, informação, on, off, tudo isso anda junto e numa velocidade incrível. E enquanto você está aí, tentando copiar o concorrente ou buscando a solução com promessas e discursos de gurus do marketing, está perdendo um precioso tempo olhando para fora, enquanto poderia olhar para dentro. A solução sempre está em nós, em nossas marcas. Basta buscar e acreditar.

Uma empresa que decide trilhar pelo caminho do branding, da diferenciação e da inovação, deve conhecer as dificuldades e oportunidades que terá pela frente, estabelecer uma estratégia adequada e aplicá-la com a capacidade de transformar todos os seus recursos em pontos de contato alinhados não é fácil.

Quer saber mais, ou entender como está sua marca hoje? Dá uma conferida em nossos conteúdos no instagram ou aqui no blog, vai dar pra entender um pouco mais como construir marca.

Valeu pela leitura.
Menos pera aí, mais bora lá.

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